Mente...

 

Meu corpo morre todo dia.

Lentamente...

E minha alma finitamente, como magia...

Meu vento por você, eternamente,

E todo o resto meu amor, letargia...

 

Minhas pétalas não murcham, no pudor...

Nada em mim é ilusão, nem a cor,

Portanto, não te enganes com o esplendor,

De um tal obtuso pintor...

Diariamente...

poison - 16-07-2010

 : um trouxa!

E tu...

 

Tem dias que me sinto algo normal,

Dias tem que não sei, sou demente,

Outros então, imoral...

E por vezes me sinto, constantemente...

 

Tem dias que tudo parece banal,

Ou quem sabe, natural...

Dias tem que me sinto ausente,

Ou quem sabe, eminente...

 

Tem dias que tudo dou,

Ou quem sabe, sempre...

Dias tem não estou,

E por vezes, necessariamente...

 

Tem dias em que você é tudo,

E em outros um pouco mais,

Dias tem no meu Mundo,

Em que é tudo, e nada jamais...

poison - 28-04-2010

 

 

 

 

 

Arrogante Suicídio

 

 

Indiferentes eternos por nós mesmos, não há paisagem senão a do que somos, nada possuímos, porque nem a nós possuímos; nada temos porque nada somos... que mão estenderei para o Universo, se o meu Universo não é meu, sou eu!

E eu estou aqui, esperando, sonhando acordado e deslumbrado, amando, tal cegueira do amor...”

A relevância de ser imbecil, de chutar as combinadas probabilidades, de brincar de marionete, seguro por finas linhas de seda; quem me pode dar a felicidade?

Estou cansado, mas não sinto aquele cansaço demolidor; sono profundo, preguiça doentia, letal conformação, estúpida sensatez e as pombas brancas que fizeram ninho no telhado do caçador... Arrogante suicídio...

O Mundo é dos amantes, nunca dos religiosos, das induzidas euforias, dos palhaços de circo ou das estátuas vivas! Pelo menos é assim que eu penso... Arrogante suicídio... Façamos dos amantes a maior seita religiosa do Universo, matemos todos os palhaços de circo, preguemos todas as estátuas vivas no fundo de um oceano profundo, e façamos disso uma euforia... Sejamos todos terroristas do amor, escrevamos alucinações nas rochas da praia, acendamos cigarros feitos da brisa do mar, com o fogo do luar, bebamos o amor em cálices invisíveis, de amores esculpidos...

E não, não olhes pra mim como se eu fosse uma espécie de profeta irritado em grau extremo; não estou irritado, não pretendo ser radical e, não almejo com isto, mais do que a sensação que temos depois de desabafar algo que nos incomoda a um amigo!

Sinto no meu âmago, que por vezes não passamos de uma bela bicicleta, que só usamos quando precisamos provar que temos, ou para fugir de casa sem rumo, e depois soltamos no escuro da garagem, só, inerte, à mercê da nossa arrogância... Arrogante suicídio...”. E a gente canta, e a gente dança, e a gente não se cansa, de ser criança, a gente brinca, na nossa velha infância... 

O Mundo é dos amantes, dos que almejam a vida, dos que se soltam do banal sem o atropelar, dos corajosos que arriscam, dos puros, honestamente honestos, dos que chamam a razão de lanterna dos afogados, farol dos cegos... Arrogante suicídio... O mundo é daqueles que, se não estás gostando do que ouves, te diriam:” Quem se importa?” Direito à opinião foi uma norma inventada apenas para nos confundir ainda mais e nos levar a intermináveis discussões, mas isso é a minha singela opinião... Arrogante suicídio...

 Lá fora está a noite, a chuva nos poupou, as estrelas nos abençoam, nos acaricia uma brisa soberba que vem do mar, mas afinal, quem se importa com isso? Sozinho, seus olhos, meu clarão, me guiam dentro da escuridão, seus pés me abrem o caminho, e eu sigo e nunca me sinto só, só a companhia de vocês me acorda e me diz que estou vivo, se canto a vida, se a assobio, se me traz lembranças mágicas, tragédias, arrepios ou lágrimas; mas onde está tudo isso? Devo ter perdido pelo caminho, por ter a alma despida ou pela ausência dela, por ser infinitamente, arrogante! Mas, quem se importa com isso?...” Um dia serei, um dia lá chegarei, um dia terei, e isso é o meu arrogante suicídio!!

É esta a luz viva que nos entra pelo corpo sem permissão. Quão burros seremos nós animais de pé, que andaremos sempre atrás daquilo que nos acende o carvão e logo nos apaga a fogueira?!? Quão cegos seremos nós que sempre vemos aquilo que nos faz falta, e nunca queremos ver a falta que fazemos?!? O tempo permite-nos fazer tudo, ou quase nada... O tempo esqueceu-se de nos ensinar o que fazer com ele, e o que fazer primeiro, se aquilo que sentimos ser inadiável e não podemos deixar para trás, se, se aquilo que realmente importa e se faz em dois minutos...

 

Quem me pode dar a felicidade , quem me dera poder ouvir a mesma canção; se são um sonho pra mim,

se a minha alma já me a deu? E se a minha alma me a não der, como me a dará o amor, se é com a minha alma que verei a felicidade, se a vir...  Poderei buscar sorrisos no amor, mas não riqueza de alma, porque a riqueza de minha alma sou eu, e eu estou onde estou, e sou eu, sem amor ou com ele! Arrogante Suicídio...

 

 

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